NOTÍCIA

Aluno do Liceu Jardim vence concurso internacional de redação
Publicado em 03/07/19 por Depto. de Marketing

Recentemente, o aluno Arthur Costa, do 6º ano, participou do concurso internacional de redação intitulado “We Are Energy”, destinado aos filhos de funcionários da Enel (empresa italiana de geração e distribuição de energia elétrica, presente em mais de 15 países).

Com o tema “Diversidade e Inclusão”, ele escreveu sobre sua própria história, como uma criança com altas habilidades, revelando no texto a importância do projeto Ingenium (Núcleo de Altas Habilidades do Liceu Jardim) em sua vida.

Resultado: foi um dos vencedores e viajará para a Itália entre os dias 14 a 25 julho, para participar de um percurso de aprendizagem sobre inclusão e autoexpressão, que promoverá discussões sobre singularidades e diferenças, por meio de oficinas, jogos e atividades esportivas.

Parabéns, Arthur! Estamos orgulhosos de você!

Ficou curioso para ler a redação? Confira abaixo:

      “As pessoas com déficit de aprendizagem há muito tempo já são reconhecidas no Brasil, em projetos de inclusão. Mas e o outro lado da balança? Crianças com desenvolvimento acima da média?
      A palavra diversidade no dicionário pode significar desacordo, contradição, oposição, o que pode soar de forma ruim. Também pode significar qualidade daquilo que é diverso, diferente, variado, variedade, conjunto variado, multiplicidade. O que soa bem melhor.
      Desta forma precisamos tratar todos os diferentes de forma justa e inclusiva.
      Poderia falar sobre um personagem, mas vou contar sobre mim, desde muito pequeno minha mãe sempre me disse que eu era diferente e sempre me conta que aprendi a ler sozinho, tenho uma vaga lembrança que ela me olhava com espanto quando me viu lendo sem que tivesse ensinado, também me disse que minha primeira palavra foi um tanto diferente “tatauga”, referindo-me a uma tartaruga. Tudo isso que ela achava se confirmou quando tive um pré laudo aos 4 anos, que dizia ser portador de Altas Habilidades(AH).
      Eu não tinha entendimento do que era ser um alto habilidoso, mas com o tempo comecei a entender que eu podia fazer coisas que meus colegas da mesma idade não conseguiam. Mais tarde, notei que entendia a matéria com facilidade, dava respostas a professora sem esforço, não precisava estudar, nem mesmo fazer lições de casa. Também percebi as pessoas se afastando de mim, porque acreditavam ser arrogância, prepotência ou simples exibicionismo. Ser inteligente aparentemente não era “maneiro”.
      Talvez pra quem não conhece este universo, ache que é fácil ser superdotado, que só abre portas, mas isso não é verdade, é muito difícil, somos rotulados e sempre acham que temos obrigação de ter êxito, na escola, na família e com os poucos amigos, somos sempre cobrados.
Não foi fácil meu caminhar pelas escolas, não tinha muitos amigos, ficava entediado, saia das aulas, sempre tive problemas de comportamento e ficava inquieto, até que mudei para uma escola que estava preparada e acolhe crianças laudadas em AH, com um projeto inclusivo chamado INGENIUM - Núcleo de Convivência de Altas Habilidades, o único projeto do Grande ABC, onde moro”.
      Então, há dois anos e meio comecei a participar deste projeto, desenvolvido por uma professora chamada Rosana Oliveira. Lá, convivo com outros portadores de AH, cada um com a sua potencialidade. Recebemos desafios coletivos, onde usamos nossas habilidades para resolver a tarefa, trabalhando em grupo, já que uma das características do Alto Habilidoso é a individualidade.
      Hoje me sinto parte integrante de um grupo, consigo entender que cada um tem seu tempo de aprendizagem e que podemos desenvolver temas mais complexos, unindo os diversos conhecimentos e habilidades trazidos por cada um.
      Precisamos entender que a diversidade é algo valioso, não como uma jóia, mas como um colar de pedras preciosas, raras, únicas!”.