Álbum “Low in high school”, de Morrissey

Aluna: Beatriz Nakazato Mendonça – 1E

Ouvi o novo álbum “Low in high school” lançado em novembro de 2017 pelo cantor Morrissey, que alcançou o ápice de sua carreira nos anos 80 e 90. Antes, já conhecia um pouco de seu trabalho, uma vez que até 1987 era o vocalista da banda The Smiths, de que eu particularmente gosto muito. Depois dessa passagem de grande sucesso pela banda – que nunca mais voltou a se reunir – Morrissey começou uma carreira solo tão brilhante quanto e emplacou diversos sucessos como “Suedehead” e “Everyday is like Sunday”. Entretanto o ex-vocalista do The Smiths não é apenas conhecido por suas boas músicas: desde sempre ele toma posições polêmicas criticando a família real britânica ou divulgando seu ativismo a favor dos direitos dos animais, por exemplo, este último fica muito presente no disco chamado “Meat is murder” lançado ainda em 1985. Deste modo, o mais recente álbum do Moz não fica para trás quando o assunto é polêmica. Além de várias faixas de cunho político e anti-guerra, que normalmente não eram entregues pelo artista, as diferentes melodias o tiram de sua zona de conforto, já que são bastante exóticas comparadas às suas músicas não tão recentes.

A faixa “Jacky’s Only Happy When She’s Up On Stage”, por exemplo, pode ser interpretada como uma referência ao Brexit, assunto que estava sendo muito comentado em 2017. Outro exemplo é “I Bury The Living”, em que Morrissey critica a guerra e se utiliza no fim da música de um coro provocativo e impactante para retratar as tristezas provocadas a pessoas inocentes durante conflitos desta natureza; críticas aparecem de forma parecida ao longo e todo o álbum. Sendo assim, em minha opinião, a nova aposta de Morrissey obteve um ótimo resultado, já que as ótimas letras, típicas do artista, o conteúdo e os arranjos e melodias inovam, deixando um pouco de lado os temas mais individuais (que já foram muito bem retratados por Moz). Tendo isso em vista, definitivamente “Low in high school” é um álbum muito bom, porém não é fácil de ser digerido, é preciso tempo para ouvir as músicas e interpretar aquilo que deve ser passado ao ouvinte.