Itaú Cultural – “Coleção Brasiliana Itaú”

Aluna: Paula Alves Alcalá – 1C

No dia 10 de fevereiro, eu e a minha mãe fomos ao Itaú Cultural, na Avenida Paulista. Fomos sem saber o que estava exposto: queríamos apenas nos divertir juntas, andando pela Paulista, e aproveitar pra dar uma espiada no que havia, já que é sempre bom estar atualizado sobre esses assuntos. Chegamos lá e, sinceramente, eu não estava muito animada: as exposições de que eu realmente gostei na minha vida foram poucas e, ir a um museu, para mim, sempre foi mais um tipo de “obrigação para a formação do meu conhecimento cultural”, essas coisas. Entramos, e nos informamos sobre as exposições daquele dia.

A primeira exposição (que a gente passou rapidinho só para dar uma olhada) era sobre os indígenas brasileiros atuais. A segunda era sobre a história do Brasil, com o nome de “Coleção Brasiliana Itaú”, no espaço Olavo Setúbal (homem com uma destacada atuação como banqueiro, empreendedor e político). Depois de dar a nossa espiada na primeira, subimos alguns andares para a segunda exposição. Subimos de elevador e, quando a porta do elevador abriu, eu fiquei encantada com o que eu vi: uma sala com uma escada em formato de espiral e, nas paredes, dezenas de quadros pintados a mão sobre a flora brasileira. É de tirar o fôlego, sem sombra de dúvidas. Nesse momento, minha animação aumentou um pouco e, após tirar algumas poucas dezenas de fotos, começamos a explorar o que aquela coleção tinha para nos oferecer.

Em geral, a exposição conta sobre os últimos cinco séculos do Brasil, que correspondem desde a descoberta do Brasil em 1500 até os dias de hoje. Quando eu li esse breve resumo da exposição, minha animação já tinha voltado ao seu estado inicial, porque museu, somado à história do Brasil, era certeza de momentos incrivelmente chatos e monótonos. Mas, é claro, dei uma chance a exposição. No começo eu pensei que eu ia morrer, porque havia textos falando sobre os primeiros indígenas canibais do Brasil e a imagem que os portugueses levaram dos indígenas para Portugal (um assunto meio chato), até que eu avistei uma paixão minha: mapas. O modo como podemos representar algo tão grande em míseras folhas, e como na verdade não conseguimos fazer uma representação que seja exatamente igual a realidade… sério, mapas são simplesmente incríveis e lindos!

E tinha muitos, muitos, MUITOS mapas: desde os primeiros mapas realizados pelos europeus até mapas mais “atuais”, mostrando toda a evolução da precisão do litoral brasileiro até chegar em uma representação parecida com que a temos hoje. E o melhor de tudo: todos esses mapas foram feitos a mão. Observando bem de pertinho, é possível observar a tinta sobre o papel e os pequenos deslizes cometidos. Simplesmente estonteante . Bem, mesmo a exposição não se tratando apenas de mapas (o que seria maravilhoso), eles foram o que me empolgaram e me impulsionaram a ler quase tudo o que tinha lá e ficar mais de uma hora apreciando obras, lendo fatos incríveis sobre o Brasil colônia e aumentando meu interesse por história do Brasil.

Não há dúvidas de que a minha visão sobre museus e a própria História mudou. Eu percebi que nem sempre nos contam tudo e que é muito importante ir a essas exposições, pois muitas podem apresentar um conteúdo extremamente interessante, mas que nós não aproveitamos, porque está tão enraizado na nossa sociedade que ir a museus é chato e desnecessário que boa parte da população não tem ideia o que esses museus podem contribuir na nossa vida. A partir de agora, vou tentar ir mais a museus e certamente vou valorizar muito mais o trabalho dos curadores, que estudam muito e realizam inúmeras pesquisas para organizar essas incríveis exposições.

A visão que eu tive após a porta do elevador se abrir. A escada dá um charme ao ambiente e esses quadros são lindíssimos. Esse ambiente todo branco e bem clean traz uma paz, né? Simplesmente encantador!
Obras realizadas por Humboldt, Clarac e Martius, na tentativa de representar a floresta virgem do Brasil.
Esses foram alguns dos mapas que mais me encantaram. Podemos observar muito bem como a visão do Brasil foi sendo aprimorada ao longo dos anos.
Ambas as gravuras mostram o Rio de Janeiro. A primeira mostra sua beleza natural, enquanto a segunda representa a vida urbana da cidade. Esta última é um exemplo de representação da escravidão no Brasil (as imagens inferiores mostram o trabalho escravo).