Lady Bird: a hora de voar

Aluna: Thaís Midori (1E)

Quando foram anunciados os indicados ao Oscar, Lady Bird foi um dos filmes que, ao ler a sinopse me chamou a atenção, mas que não me despertou tanto interesse assim, a ponto de eu tirar um tempo da minha semana corrida para ver. Acabei deixando de lado essa opção pra ver filmes que julguei serem mais interessantes como Me Chame Pelo Seu Nome.

Porém, quando tive um tempo livre, decidi dar uma segunda chance ao filme, que me surpreendeu muito e que me deixou muito tocada com a verossimilhança da obra com a vida, já que pude me identificar inúmeras vezes com a personagem principal.

A protagonista do filme é Christine “Lady Bird” McPherson, uma jovem que se encontra no último ano do colégio e que quer estudar longe de sua cidade, Sacramento, na Califórnia, mas que não obtém o apoio de sua mãe nessa decisão, já que a mesma, tenta ser realista com a filha, o que desencadeia inúmeras discussões o tempo todo, ao longo do filme. Ela, como possui uma personalidade forte, não desiste facilmente, e continua com a ideia na cabeça. No decorrer do filme, mostra-se o amadurecimento da personagem, que passa coisas comuns entre a adolescência e a vida adulta, como o namoro, sexo e amizade.

Decidi ver o filme, de repente, pois já havia me decidido que iria vê-lo algum dia, então, numa tarde qualquer, procurei o filme na internet, já que não estava cogitando ir ao cinema para assistir, pois minhas expectativas para o filme não estavam muito altas, mesmo que uma amiga tivesse me recomendado, porque gostara muito do filme. Talvez, por não estar esperando muito, acabei me surpreendendo, me emocionando e me identificando em muitos momentos com a Lady Bird, que mesmo não tendo a mesma idade que eu, passa por uma fase de amadurecimento, e sobretudo quer alçar voo e ser livre para seguir seus sonhos (por isso Lady Bird, nome que foi dado e ela por ela própria).

Passei a tarde inteira assistindo ao filme, pois muitas vezes o pausava para refletir como Lady Bird se assemelhava a mim, não só por conta da personalidade, mas também por conta de ela estar amadurecendo durante o filme, assim como eu estou. Ela se assemelha a mim ao criar expectativas que são praticamente irreais; ao brigar com os pais (no caso dela, com a mãe) que só querem evitar frustrações por conta dessas expectativas, evitando um “choque de realidade”; o fato de ela se sentir péssima por não entender matemática, mas se esforçar para melhorar; o fato de ela se apaixonar facilmente e as desilusões amorosas que ocorrem por conta dessas paixões. Enfim era quase como se eu me enxergasse nela, como se estivesse fazendo parte do filme, não apenas como telespectadora, mas sim como se eu fosse parte da Lady Bird ou como se ela fosse parte de mim – uma catarse!

Algo que me emocionou muito durante o filme foi a construção da relação entre mãe e filha, que estão em constantes brigas e é quase uma relação de amor e ódio, mas não se pode negar o amor existente entre as duas. A cena em questão que mais me emocionou, foi em uma situação em que ambas, estão em uma loja e acabam entrando em mais uma briga, até que a filha pergunta e mãe se gosta dela. A mãe responde que quer que a filha seja a melhor versão dela mesma.

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