Premiação: Desafio de Redação do DGABC

Na última quinta-feira, 22/11, ocorreu a cerimônia de premiação do 12º Desafio de Redação do DGABC no Ginásio Poliesportivo da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), em que, embora esta seja a primeira participação do colégio na competição, já tivemos três excelentes alunas premiadas: Maria Clara Hesz dos Anjos (7º EF II), Beatriz Malamud Virgínio (9º EF II) e Melyssa Goffredo Rocha (3º EM).

As alunas se destacaram em seus respectivos níveis com produções textuais exemplares sobre o tema “Uma ação sustentável pode mudar o mundo” em meio a um total de mais de 96 mil redações de todo o Grande ABC. A aluna Maria Clara conquistou o primeiro lugar geral no nível I, sendo contemplada com um notebook. Na categoria II, a aluna Beatriz Malamud se destacou com o primeiro lugar na cidade de Santo André e, assim, foi premiada com uma bicicleta. Chegando ao fim da cerimônia, para a premiação mais importante do dia, no nível IV, a aluna Melyssa Goffredo alcançou o prêmio máximo da competição: uma bolsa de estudos de 100% na USCS como recompensa pela melhor redação de sua categoria.

A seguir, é possível conferir o texto vencedor, da aluna Melyssa Goffredo, que aborda questões contemporâneas e, em certos pontos, vai além do tema de sustentabilidade abordado, trazendo ideias importantes para a construção de uma sociedade mais consciente:

No existencialismo de Sartre, um importante pensador francês, ‘o homem está fadado à liberdade’. Nessa teoria, todo acontecimento depende única e exclusivamente da escolha do indivíduo, sendo responsável por suas respectivas consequências. Quando menciona-se o meio ambiente ou o mundo geral, é impossível deixar o homem de fora, já que é o principal agente transformador. Com a atual degradação, nota-se que o homem está tomando decisões que ferem a coletividade, importando-se somente com seus próprios interesses, porém, com as escolhas certas é possível transformar o mundo em um lugar bom para todos.

A forma de produção insustentável não é tão atual, tem raízes um pouco mais profundas. Depois da Revolução Industrial inglesa, o maquinário se transformou na principal força de trabalho, permitindo com que a produção se tornasse mais rápida, em larga escala, utilizando muito mais recursos do que antes do período, degradando áreas naturais e liberando gás carbônico, o que acelera o processo de efeito estufa. Como é um sistema econômico que se auto regula, os grandes produtores não têm intenções de mudá-los, visando produzir mais e mais rápido, gerando lixo e degradação.

Além disso, há também o consumo exagerado que assola a sociedade. Apesar de fazer suas próprias escolhas, o homem também é um ser sociável, que sente vontade, necessidade de estar com os outros. Principalmente depois do século 20, o consumo se tornou sinônimo de felicidade, em uma sociedade doente por se encaixar nos padrões que geralmente são estabelecidos por uma elite de grande poder financeiro. Para suprir essa necessidade, a produção aproveita-se, estabelecendo itens que tornam obsoletos, instigando ainda mais a vontade pelo produto.

Nesse viés, o sistema de gastos e consumos torna-se insustentável para o planeta e para a população. Entretanto, há esperança de mudanças, e ela depende da escolha de todos: é preciso escolher mudar para melhor. É preciso que se escolha trocar uma aula nas escolas para ensinar que a escolha do indivíduo pode salvar a vida de milhões, sendo apenas sustentável. É preciso que se aprenda a economizar recursos, mesmo que pareçam infinitos. É possível mudar o mundo quando se juntam pela causa.

Parabéns às alunas e a seus professores por todo o empenho ao longo da preparação para a competição!

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