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Troca de cartas entre alunos do 3º ano do E. Fundamental e Ensino Médio estimula o prazer pela escrita
Publicado em 29/11/18 por Depto. de Marketing

Hoje, para quem escrevemos? Quando escrevemos? A escrita tem sido empregada em e-mails de trabalho, redações escolares e troca de mensagens rápidas em redes sociais, mas a escrita é muito mais do que a capacidade de articular frases bem construídas. Como trampolim da evolução do homem, é uma ferramenta de diálogo e interação, que expressa parte do indivíduo e cria uma ligação com outras pessoas.

Mas como mostrar a importância da escrita para uma criança e motivá-la, no contexto escolar, por uma genuína vontade e não apenas obrigação? A resposta pode estar numa olhadela ao passado: produção de cartas.

Você se lembra da última vez que recebeu uma carta escrita à mão? Esse gesto, tão singelo e cada vez mais raro por conta das tecnologias do dia a dia, além de trabalhar habilidades de leitura e de escrita, tem o poder de desenvolver o ouvir, o falar, o interpretar e o expressar opiniões, e é uma ótima atividade de interação e troca de experiências em grupos.

No 1º semestre de 2018, guiado pela coordenadora de área de Português, Profª. Fabiana Vascon, e pela Profª. Fernanda Zara, do Ensino Médio, em parceria com as professoras Renata, Aletéia, Sarah e Simone, as turmas do 3º ano do Ensino Fundamental receberam a visita de um carteiro, que lhes trouxe cartas inspiradoras escritas por alunos do Ensino Médio. Sem conhecer os destinatários, os jovens escreveram sobre suas vidas, seus hábitos e gostos. As crianças receberam as cartas ansiosas e depois escreveram, junto aos seus familiares, a resposta para seu “amigo secreto”.

“A carta, apesar de sua proximidade com o e-mail, tem um outro ‘tempo’, uma outra estrutura: houve troca de informações entre os adolescentes e as crianças, mas a carta possibilita também o envio de presentes, desenhos, o uso de um papel diferente. É uma experiência que normalmente esses alunos não têm. Além disso, existe a expectativa pela resposta, pela reação do outro; não é instantâneo como os gêneros tecnológicos”, conta a coordenadora Fabiana Vascon.

O que mais as estimulou foi a possibilidade de pensar que o leitor existe, que são semelhantes em vários quesitos, gostam dos mesmos desenhos, livros e tiveram os mesmos sonhos quando criança. “O projeto ‘Troca de Cartas’ foi uma experiência enriquecedora, pois, além de colocar em prática o gênero textual trabalhado em sala de aula, conseguiu resgatar uma das comunicações utilizadas no passado”, comenta a Profª. Renata Bachega.

A entrega das respostas foi feita em mãos, quando remetentes e destinatários puderam bater um papo sobre tudo o que escreveram. “Todo o processo foi muito importante, mas vê-los recebendo e entregando as cartas, o sorriso aberto instantaneamente, tornou esses momentos inesquecíveis para eles e para nós. Sensação de missão cumprida”, completa a professora Aleteia Patricia Barretta.