Notícia


Alunos dos cursos de Astronomia e Astrobiologia observam o céu pelo telescópio
Publicado por Depto. de Marketing
Nas noites de 15 e16/4, os grupos de Astronomia (Fund. I e Fund. II), Astrobiologia 1 (Fund. II) e Astrobiologia 2 (Fund. II e EM) foram brindados com um céu estrelado, que nos permitiu fazer diversas observações muito interessantes ao telescópio. Talvez você tenha visto esses grupos reunidos na praça durante a semana, entre 19h e 20h. Algumas das observações feitas durante essas aulas foram realizadas pela primeira vez por Galileu Galilei, em 1610, quando ele apontou sua luneta (instrumento que produzia uma ampliação de apenas 30 vezes) para o céu e realizou descobertas que mudaram para sempre o rumo da Astronomia e nossa maneira de ver o universo. Vamos mostrar aqui um pouco do que estudamos para que você também possa fazer suas próprias observações.


(Solar Walk)


Em primeiro lugar observamos a Lua em fase crescente e contemplamos suas diversas crateras, as quais foram descobertas por Galileu. Vimos também algumas áreas escuras em sua superfície, as quais ele chamou de "mares lunares", mas que, na verdade, são apenas parte do relevo lunar, uma vez que lá, como sabemos hoje, não existem mares!


(Solar Walk)


A seguir, próximo à Lua, vimos um ponto luminoso, que muitos acreditam ser uma estrela de brilho intenso, mas que, na verdade, é o maior dos planetas do sistema solar: Júpiter! Além dele outros quatro planetas podem ser vistos a olho nu. São eles: Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno, cada um em períodos específicos do ano. Para diferenciar os planetas das estrelas, uma dica: as estrelas cintilam, os planetas, não. E se você puder apontar um pequeno telescópio ou uma luneta para Júpiter, poderá observar, como também descobriu Galileu, suas quatro maiores luas. Pelo telescópio ou pela luneta, Júpiter aparece como um disco amarelado, com algumas faixas em sua superfície, rodeado por pontinhos brilhantes que se movem em torno dele ao longo das noites. Trata-se de quatro dos seus mais de 60 satélites naturais, denominados Europa, Io, Calisto e Ganimedes. Agora, viajando para muito além do sistema solar, vamos tratar de uma constelação muito famosa que também pudemos estudar: a constelação de Órion, o caçador. Nessa constelação, encontram as conhecidas Três Marias, que representam o cinturão do caçador. Bem pertinho dessas estrelas, encontramos um objeto que mais parece uma nuvenzinha, chamada Nebulosa de Órion, localizada a cerca de 1500 anos-luz da Terra. Cada ano-luz é a distância percorrida pela luz em um ano e corresponde a mais ou menos 9,6 trilhões de quilômetros! Ela está tão longe que a luz levou 1500 anos para chegar até nós! Ou seja, estamos olhando para uma imagem de 1500 anos atrás. A nebulosa de Órion é um berço de estrelas e mede cerca de 20 anos-luz.



Por fim, observamos outras constelações famosas, como Cão Maior, onde se vê Sírius, a estrela mais brilhante do céu e Cruzeiro do Sul, cuja estrela alfa é na verdade um sistema binário (formado por dois sóis!) que pôde ser identificado pelo telescópio, Centauro, que abriga Alfa Centauri, um sistema de três estrelas que vemos como se fossem uma só. Esse sistema é o vizinho mais próximo do Sol e nele já foram encontrados planetas. Em Carina, vê-se Canopus, a segunda estrela mais brilhante.


(Skymap)


É... foi um espetáculo celeste e tanto! Skymap Para obter cartas celestes de qualquer localização ou data, acesse o link abaixo: http://www.skymaponline.net Utilize as opções "Location" e "Time" para definir cidade e horário de sua preferência!
Boas observações!

Professora Michele Rascalha