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Projeto de Redação – transformando os alunos em grandes leitores e escritores - 6º ano
Publicado em 16/09/15 por Depto. de Marketing

A passagem do Ensino Fundamental I para o Ensino Fundamental II é sempre um momento importante para os alunos. A partir do 6º ano, as mudanças na parte acadêmica mexem com a rotina dos estudantes, exigindo deles uma nova postura e compromisso com os estudos.

Entre as principais novidades do 6º ano estão o aumento na quantidade e no tempo das aulas, no número de professores (que deixam de ser polivalentes e passam a ser específicos por disciplinas) e no nível de exigência, visando prepará-los para a continuidade do Ensino Fundamental e Médio.

Outra novidade são as aulas de Redação, que tem como objetivo transformar os alunos em bons leitores e escritores. Para entender como a disciplina é trabalhada, veja abaixo o texto escrito pelo Prof. Alexandre Vieira da Silva.

“Atualmente, a arquitetura de uma aula de Redação é sempre um desafio. De um lado, existem as necessidades mais imediatas. Exames de seleção, como os vestibulares das universidades paulistas ou o ENEM, exigem que o aluno, desde o Ensino Fundamental, precise estudar e, principalmente, treinar uma série de técnicas e gêneros textuais. Nesse sentido, a aula de redação precisa ensinar o conteúdo clássico, como ortografia, acentuação, pontuação, coesão, coerência etc, e orientar o olhar do estudante para o entendimento das características estabilizadas de um determinado tipo de texto, como carta pessoal, conto maravilho ou carta do leitor.

De outro lado, ainda que dividida a responsabilidade com todas as disciplinas, a aula de redação precisa tornar o aluno um bom leitor. E isso se deve a um pressuposto básico, repetido organicamente em dezenas de contextos: o bom leitor, em geral, consegue ser um bom escritor também! No entanto, estamos falando da formação de um estudante em uma época em que as demandas de leitura e interpretação são incontáveis e, em certa medida, assustadoras: precisamos ler as dezenas de textos jornalísticos, as placas presentes em nosso dia a dia, a ficção acumulada - e crescente! - ao longo da história da humanidade e objetos que, em um primeiro momento, não são tomados como passíveis de serem compreendidos pela leitura, como uma foto, um curta-metragem, uma música, uma expressão facial e ainda milhares de outras coisas.

Por tudo isso, as aulas de leitura e produção de texto tornam-se um mosaico de orientações e práticas que eu poderia resumir brevemente assim: discussão e análise de músicas, imagens, curta-metragens, literatura infanto-juvenil, poemas, contos, crônicas, passagens de romance e textos jornalísticos; exercícios de escrita de textos diversos, oficinas de criação poética, discussões metalinguísticas sobre o fazer artístico, análise dos bastidores da criação de textos, de naturezas diversas etc.

No entanto, o mais decisivo, nas aulas de redação, é o protagonismo do aluno! Eles são incríveis em todos os aspectos. Aprendem técnicas e estratégias com muita facilidade, chegam à sala de aula já proficientes em uma série de tipos textuais, absorvem o conteúdo de maneiras impensáveis, possuem um sem-número de referências da cultura pop e, sobretudo, são donos absolutos de uma criatividade em constante estado de transformação!

Nesse contexto, destaco, como exemplo, o texto produzido pela aluna Luana de Oliveira Lopes, do 6º ano E. A proposta do exercício partiu de um treino para as avaliações da grade. No entanto, subvertendo as regras do gênero ensinado - nas circunstâncias, o conto maravilhoso - ela transcendeu absolutamente todas as expectativas, criando uma pequena e encantadora experiência literária.

Nesse texto, felizmente, residem as marcas do esforço de um aluno que está se preparando para os grandes exames de seleção, e a capacidade que a criança tem de criar, atribuindo novos significados ao mundo monocromático dos adultos”.