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Projeto de intercâmbio do Liceu Jardim traz professores internacionais
Publicado em 09/04/18 por Depto. de Marketing

Aprender um segundo idioma é indispensável nos dias atuais e o intercâmbio é um importante recurso para isso. Mas quando se fala em intercâmbio, é do senso comum que a prática se delimita apenas aos alunos. Pouco se fala do papel do professor em um intercâmbio estudantil, até porque, há poucos projetos no país que permitem ao aluno ainda não universitário o contato com professores internacionais.

Seguindo a tendência das escolas globalizadas, o Liceu Jardim este ano passou a ministrar aulas em Inglês nas disciplinas de Ciências, Artes, Música e Ed. Física para os alunos do Infantil II ao 9º ano, tendo como diferencial a participação de dois professores estrangeiros: o americano Alex Pierce e o finlandês Kare Jantunen. Assim, o aprendizado do Inglês excede as salas de aula e passa a fazer parte da vivência escolar, sem mencionar a grande troca cultural e social possibilitada pelo projeto.

Kare Jantunen (43), formado em Ciências e Pedagogia do Esporte, mesmo sem dominar o português, aceitou o convite para trabalhar no colégio em um intercâmbio de seis meses e pode dizer que aprendeu tanto quanto ensinou. “O desafio de vir lecionar em uma cultura diferente da sua depende de seus objetivos. Se deseja apenas sobreviver e ensinar lições básicas, isso pode ser feito facilmente. Mas quanto mais altas as expectativas de fazer sempre o melhor, mais desafiador se torna”, comenta ele, que antes de vir ao Brasil já teve a oportunidade de conhecer vários países e culturas.

Seu primeiro mês foi marcado por experiências e muito aprendizado, pois apesar de todo o planejamento e expectativas que guardava, só a prática do ensino realmente o preparou. “Depois de ver os alunos por uma semana, tive que descartar todos os planos, porque as coisas funcionam de maneira diferente aqui. Eu sinto que estou contribuindo e fazendo a diferença. O planejamento se torna mais fácil com o conhecimento do ambiente local.”

Alex Pierce (33), um dos professores de Música do colégio, formado em Educação Musical e Administração de Artes, ressalta que a recepção dos alunos e da equipe foi muito acolhedora e fez toda a diferença. “Todo dia a cultura na escola se mostra mais pessoal e aberta. No primeiro mês, eu aprendi que ainda tenho muito aprender como um professor e que a adaptação tem a mesma importância que a capacidade”. O maior desafio para ele foi vencer a barreira do idioma e achar jeitos novos para simplificar os conteúdos. “O comportamento dos estudantes é, na verdade, o mesmo que existe nos Estados Unidos, mas eles precisam receber o material de um jeito diferente por causa do idioma, mesmo com as aulas dadas em Inglês”.

Comparando suas experiências, Kare comenta que na Finlândia os estudantes são mais reservados e, muitas vezes, tímidos para falar. A principal diferença sentida por ele diz respeito a imagem que cada aluno tem de sua fase escolar: em seu país há mais sentimentos negativos sobre ir à escola e em relação aos professores do que aqui.

Programas como esse são essenciais para o futuro de nossos estudantes e, de acordo com Alex, em um país como o Brasil, extremamente multicultural, é necessário entender que as pessoas têm mais características em comum do que pensam. “Quanto mais os alunos puderem aceitar as pessoas que são e aprenderem a se adaptar, mais bem preparados para encontrar os desafios no futuro estarão. Eu espero, sinceramente, que programas como este cheguem em todas as escolas particulares e públicas.”

O grande trunfo do projeto é a vivência em Inglês. Costumeiramente os alunos aprendem o idioma nas salas de aula, mas muitos deles são incapazes de falar qualquer coisa em um encontro real, por medo, vergonha e outros entraves. Com as aulas bilíngues e a convivência diária com professores internacionais, eles precisam “usar” o Inglês todos os dias e essas travas vão sendo superadas, tornando o aprendizado algo natural. “Eu sinceramente sinto que este projeto está abrindo os olhos de todos para o mundo”, conclui o professor Kare.